Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Patologia Ambiental e Experimental

APRESENTAÇÃO

Objetivos

  • Promover a formação de pesquisadores para responder cientificamente às necessidades da área de Patologia Ambiental e Experimental.
  • Qualificar docentes para o ensino superior.
  • Atribuir o título de Mestre e/ou Doutor em Patologia Ambiental e Experimental.

Após a conclusão do Programa, espera-se que o aluno EGRESSO:

  • Seja capaz de formular questões de investigação, planejar e conduzir o trabalho de pesquisa em nível internacional e desenvolvimento acadêmico dentro do seu campo.
  • Saiba como usar o equipamento científico, tais como instrumentos e ferramentas de análise de sua área de especialização.
  • Publique artigo(s) científico(s) em revistas e jornais nacionais e internacionais.
  • Seja capaz de lidar com a complexidade, criar uma visão geral, e sintetizar dados científicos.
  • Seja capaz de elaborar análises críticas e construtivas sobre o trabalho científico em seu campo.

Público-alvo

Médicos veterinários, biomédicos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, bioquímicos, biólogos e áreas afins.

Histórico

O Programa de Patologia Ambiental e Experimental nasceu para atender à crescente demanda de conhecimento na área ambiental, em especial, no estudo do impacto que as modificações no meio ambiente possuem na origem de doenças e agravos à saúde. As Linhas de Pesquisa do Programa abrangem duas áreas ainda pouco exploradas nos programas de Pós-Graduação na área de Medicina Veterinária em todo o Brasil: a Patologia Ambiental e a Patologia Experimental, que visam à necessidade de formação de recursos humanos para a complexa área das ciências aplicadas ao campo e à saúde, da qual a Medicina Veterinária faz parte.

A área de Medicina Veterinária e outras áreas da saúde não possuem Programas de Pós-Graduação com esta abordagem e com o perfil do grupo de professores/pesquisadores, portanto, o Programa é o único que apresenta uma vocação amplamente voltada para o estudo ecológico de doenças. O corpo docente possui formação em diferentes áreas do saber, tais como, Medicina Veterinária, Biologia, Biomedicina e Farmácia, conferindo caráter multidisciplinar necessário para uma abordagem global das questões ambientais com impacto na saúde humana e animal.

O conceito de saúde ambiental considera todos os elementos que potencialmente afetam a saúde e estuda as enfermidades causadas por patógenos introduzidos no meio ambiente pela ação do homem, associados a fatores adversos mais sutis como o caráter social, econômico, político e institucional. Assim, as alterações ambientais, como crises hídricas, urbanização e crescimento das cidades, desmatamento, invasão de áreas verdes, mudanças climáticas, entre outras, contribuem para as mudanças na relação hospedeiro-parasita e favorecem a ocorrência de doenças.

Área

Ciências Agrárias

Área de Conhecimento

Medicina Veterinária

Área de Concentração

Patologia Ambiental e Experimental

Linhas de Pesquisa

O Programa possui três linhas de pesquisa:

  • Modelos em Neuropsicofarmacologia, Toxicologia e Patologia
    Nesta linha pretende-se padronizar e analisar metodologias experimentais, visando ao estudo do efeito de agentes tóxicos e biológicos na patogenia de doenças.
  • Patogenia das Enfermidades Infecciosas e Parasitárias
    Esta linha procura reunir projetos que abordam o estudo das enfermidades infecciosas e parasitárias.
  • Biologia da Diferenciação e Transformação Celular: Modulação por Fatores Endógenos e Exógenos
    Nesta linha pretende-se investigar mecanismos de controle, ou seja, fatores epigenéticos e expressão gênica envolvidos nos processos de diferenciação celular e transformação neoplásica do sistema hematopoiético.

De acordo com as Linhas de Pesquisa e tendo em vista a proposta do Programa, o corpo docente objetiva:
1. Avaliar os fatores ambientais e sua relação com a ocorrência de doenças crônicas e adquiridas com o uso de modelos experimentais de neoplasias (ex.: adenocarcionoma mamário, melanoma, tumor de Ehrlich) e pela análise de fatores epigenéticos e sua correlação com o aparecimento de doenças.
2. Analisar os fatores de risco presentes no meio ambiente e sua relação com distúrbios psíquicos e comportamentais, utilizando modelos clássicos de avaliação comportamental em roedores de laboratório e pela introdução de modelos inovadores em animais de laboratório como peixes, a exemplo do zebrafish (Danio rerio). Análise de contaminações ambientais por produtos químicos como metais pesados, pesticidas, substratos bacterianos e suas relações com distúrbios psíquicos e comportamentais.
3. Estudar a história natural de doenças infecciosas bacterianas, fúngicas e parasitárias em nosso meio, abrangendo as áreas urbanas, rurais e silvestres, pela avaliação de dados de prevalência e incidência de patógenos e suas variantes genotípicas nas mais diversas espécies da fauna brasileira, pela patogenia de agentes infecciosos em modelos experimentais convencionais e inovadores, pelo desenvolvimento de novas formas de cultivo celular para manutenção de agentes infecciosos, pelo emprego de novos métodos de diagnóstico. Estudo do impacto ambiental na relação parasita-hospedeiro, especialmente avaliando características de patogenicidade e virulência de agentes bacterianos, fúngicos e parasitários em animais domésticos e selvagens.
4. Descobrir a atividade terapêutica existente em novos compostos extraídos de plantas da Amazônia em modelos experimentais in vivo e in vitro, particularmente por meio de testes em culturas celulares, em micro-organismos, em células tumorais e em modelos animais.
5. Avaliar os compostos homeopáticos quanto ao seu mecanismo de ação e como terapia contra doenças infecciosas, parasitárias e neoplásicas. Avaliação de seu potencial zootécnico promovendo equilíbrio entre as relações do homem e dos animais com o meio ambiente.
6. Estudar recursos terapêuticos inovadores, como homeopatia, fitoterapia e produtos naturais, desenvolvidos a partir de diferentes ecossistemas brasileiros, como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, para utilização em humanos e animais, incluindo aqueles de potencial zootécnico.
7. Analisar os diferentes aspectos da resposta imunológica com ênfase particular na atividade das células B-1 e sua comunicação com as demais células do sistema imune, na imunidade inata e adquirida nas infecções por microsporídios, na identificação de fatores epigenéticos relacionados à resposta imunológica e na atividade contra tumores experimentais.
8. Estudar as alterações morfológicas, ultraestruturais e comportamentais de doenças do sistema nervoso central e periférico.

Infraestrutura

  • Biblioteca especializada, estruturada de forma a dar suporte ao ensino e à pesquisa, apresentando bibliotecas setoriais com uma unidade central de informações, interligando todos os campi, via intranet.
  • Hospital Veterinário, localizado no Campus Anchieta e que dá um importante subsídio ao desenvolvimento das pesquisas do Programa, possibilitando estudos não só com os animais de companhia, mas também com os animais de médio e grande porte.
  • Laboratório de Anatomia Patológica, locado no Centro de Pesquisa e Tecnologia, com infraestrutura adequada para processamento histológico de material proveniente de biópsia ou necropsia, para fins diagnósticos e de Técnicas de histoquímica e imuno-histoquímica também estão disponíveis.
  • Laboratório de Extração de Princípios Ativos de Plantas Brasileiras
  • Laboratório para experimentação em homeopatia, também locado no Centro de Pesquisa e Tecnologia e no qual são feitas pesquisas básicas e aplicadas sobre ultradiluições e homeopatia. A partir de matéria-prima adquirida de fontes credenciadas pela ANVISA, diferentes potências homeopáticas podem ser produzidas no laboratório de forma automatizada, para uso imediato em animais ou culturas de células.
  • Laboratório de Biologia Molecular e Celular, construído com a finalidade de dar suporte para diferentes pesquisas. É dividido em 3 subáreas: Biologia Celular, Biologia Molecular e Pesquisa de Agentes Infecciosos. Esses laboratórios possuem equipamentos compatíveis com a aplicação de técnicas de biologia molecular para diagnóstico e pesquisa, desenvolvimento de micro-organismos para pesquisa, cultivo bacteriológico e micológico, entre outros.
  • Laboratório de Cultura Celular, cuja estrutura permite a manutenção de linhagens celulares permanentes como células RK, Vero, MDCK, macrófagos, células tumorais de melanoma e adenocarcinoma mamário, criando estrutura para desenvolvimento de diversos projetos in vitro.
  • Laboratório de Experimentação Animal (SPF) e Biotério de Peixes, o biotério segue exigências internacionais para manutenção de ratos e camundongos para experimentação em condições SPF (specific pathogen free), onde se têm padronizado diversos modelos e protocolos para estudos comportamentais, de toxicidade, de doenças infecciosas e de tumores experimentais. Recentemente, foi implantado o Biotério de Peixes, atendendo a uma nova demanda por modelos biológicos em substituição aos animais convencionais e que possibilitará ampliar as pesquisas utilizando o zebrafish.
  • Laboratório de Criopreservação, contendo freezer ultra low, tanques de nitrogênio líquido e uma sala de microscopia de fluorescência.
  • Laboratório de Citometria de fluxo, recentemente, foi adquirido um citômetro de fluxo com objetivo de aprimorar as técnicas celulares para estudos em imunologia e patologia.

Parcerias institucionais/Intercâmbios/Convênios

a) Parcerias institucionais e convênios

Professor: Eduardo Fernandes Bondan
- Laboratório de Microscopia Eletrônica de Transmissão, do Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ – USP)
- Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte (ICAFE) - Universidade Cruzeiro do Sul
- Laboratório de Neurobiologia / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Professora: Elizabeth Cristina Pérez Hurtado
- Disciplinas de Biologia Celular e Imunologia do Departamento de Microbiologia e Imunologia – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
- Disciplina de Endocrinologia Clínica do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
- Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo - Campus Diadema
- Laboratório de Fisiopatologia, Instituto Butantã

Professora: Ivana Barbosa Suffredini
- Laboratório de Investigação Médica LIM-62, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
- Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês
- Laboratório Thomson da Universidade de Campinas

Professor: José Guilherme Xavier
- Laboratório Genoa Veterinária
- Universidade Metodista de São Paulo
- Laboratório de Hematologia Experimental – Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP
- Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos - USP
- Laboratório de Imunogenética – Instituto Butantã

Professora: Leoni V. Bonamin
- Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Laboratório/Instituição: Faculdade de Farmácia da USP.
- Laboratório/Instituição: IHPI – Instituto de Homeopatia e Práticas Integrativas de Ribeirão Preto.
- Laboratório/Instituição: Programa de História da Ciência da PUC-SP.

Professora: Maria Anete Lallo
Laboratório/Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba UNESP
Instituto Butantã, Laboratório de Fisiopatologia, para realização de microscopia eletrônica de transmissão
- Laboratório de Imunologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Araraquara
- Disciplinas de Biologia Celular e Imunologia do Departamento de Microbiologia e Imunologia – Universidade Federal de São Paulo

Professora: Maria Martha Bernardi
- Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo- FMVZ-USP

Professor: Paulo Ricardo Dell’Armelina Rocha
- Laboratório de Patologia Aplicada. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP de Araçatuba

Professora: Selene Dall’ Acqua Coutinho
- Instituto IPE
- Laboratório de Micologia do Instituto Adolfo Lutz e Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas

Professor: Thiago Berti Kirsten
- Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Patologia, FMVZ-USP

b) Intercâmbios internacionais

A colaboração internacional é de importância vital para o avanço científico de qualquer nação. O Programa de Bolsas no Exterior, desenvolvido pela CGBE, na modalidade “sanduíche”, permitiu a consolidação de um vínculo internacional com a Università di Verona, conforme está descrito abaixo. Adicionalmente, os professores/pesquisadores desenvolvem outras colaborações que refletem a internacionalização do Programa.

Professora: Leoni V. Bonamin
- Patologia Generale – Università di Verona – Itália.
- Instituição: Global Homeopathy Foundation (GHF) – Mumbai – Índia.
- Royal London Hospital for Integrated Medicine (RLHIM) – Londres – UK.
- Instituição: VFK - Verein fuer Krebsforschung – Society for Cancer Research – Arlesheim – Suíça. Professores: Stephan Baumgarter e Maria Olga Kokornazyck.
- Universidade Maimônides – Buenos Aires – Argentina. Professor: Francisco Eizayaga.
- Instituição: Bion Institute - Lyubliania, Eslovênia.
- Instituição: DiagnOx Laboratory, Cherwell Innovation Centre, Upper Heyford, Oxon, United Kingdom
- Instituição: Hyland´s Homeopathy – USA

Professora: Selene Dall’ Acqua Coutinho
- Laboratório de Micologia da Faculdade de Medicina Veterinária de Turim

Professor: Paulo Ricardo Dell’Armelina Rocha
- Department of Veterinary Sciences, University of Turin, Italy
- Laboratório/Instituição: Division of Pediatric Infectious Diseases, The Johns Hopkins University

Auxílios Recebidos

Auxílios pesquisa obtidos em andamento

Projeto: Diferenciação de Linfócitos B-1 em Células Produtoras de Insulina: Mecanismos Envolvidos e Otimização do Processo.
Professor Responsável: Prof. Dr. Mario Mariano
Órgão de Fomento: FAPESP (Processo nº 2017/06733-0)
Vigência: 01/07/2017 a 31/06/2019
Valor: R$ 46.000,00 e USD $ 20.000,00

Projeto: Microsporidiose murina - o papel de macrófagos M1 e M2, fagócitos derivados de células B-1 e eferocitose.
Professor Responsável: Profa. Dra. Maria Anete Lallo
Órgão de Fomento: FAPESP (Proc. no 2015/25948-2)
Vigência: 01/04/2016 a 31/03/2018
Valor: R$ 54.648,76 e USD $ 29.993,47

Projeto: Possível prevenção ou tratamento dos prejuízos induzidos pela exposição no início da gestação ao lipopolissacarídeo em um modelo experimental de autismo.
Professor Responsável: Prof. Dr. Thiago Berti Kirsten
Órgão de Fomento: CAPES (AUXPE nº 1029/2014)
Vigência: 23/04/2014 a 23/03/2019
Valor: R$ 159.982,02

Projeto: Uso de modelo experimental de depressão em ratos induzido por lipopolissacarídeo na busca por possíveis tratamentos
Professor Responsável: Prof. Dr. Thiago Berti Kirsten
Órgão de Fomento: CNPq-Universal (406835/2016-0)
Vigência: 01/08/2016 a 01/08/2019
Valor: R$ R$ 24.800,00

Projeto: Influência da administração de buchinha-do-norte sobre a concentração sérica de corticosterona, TNF-α, IL-1, IL-6 e IL-10, testosterona, TGO, TGP e creatinina como indicadores de alterações comportamentais, sobre o sistema reprodutor, fígado e rins de ratos Wistar
Professor Responsável: Prof. Dra. Ivana Barbosa Suffredini
Órgão de Fomento: Auxílio à Pesquisa Fapesp #2017/03470-9
Vigência: 04/2018 a 03/2019