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Coordenadoras dos cursos de Letras e Pedagogia prestigiam palestra de secretária executiva do MEC

No dia 24 de agosto, no auditório Ernesto Igel e Mario Amato, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), a Academia Paulista de Educação (APE) promoveu a palestra Ensino Médio: situação atual e perspectivas, com a professora Maria Helena Guimarães de Castro, membro da APE e secretária executiva do Ministério da Educação (MEC). O presidente da Academia, Reinaldo Polito, realizou a abertura do evento, que contou ainda com a coordenação de João Gualberto Meneses e debate mediado pelos acadêmicos Francisco Aparecido Cordão e Amin Aur, também membros da APE.

 

Estiveram presentes o vice-reitor da UNIP e membro da APE, Fábio Romeu de Carvalho; a diretora do Instituto de Ciências Humanas (ICH), Ghislaine Gliosce da Silva; a coordenadora auxiliar do curso de Pedagogia do campus Paraíso, Jusmari do Carmo Gumiero; a coordenadora auxiliar do curso de Pedagogia do campus Chácara Santo Antônio, Ana Silvina Salles; a coordenadora auxiliar do curso de Pedagogia do campus Anchieta, Eliana Mariano Carvalheira; a coordenadora auxiliar do curso de Pedagogia do campus Tatuapé, Lilian Pessôa; a coordenadora auxiliar do curso de Pedagogia do campus Marquês, Glaucia Piarentini Agiste; a  coordenadora geral do curso de Letras, Roseli Gimenes; a coordenadora de Letras da UNIP Interativa, Cielo Festino; a coordenadora auxiliar do curso de Letras do campus Paraíso, Joana Ormundo; a coordenadora auxiliar do curso de Letras do campus Chácara Santo Antônio, Lígia Menna; a professora do curso de Língua Portuguesa e Literatura lato sensu e membro da APE, Márcia Lígia Guidin; e alunos do curso de Letras do campus Vergueiro.

 

Em seu discurso, Maria Helena Guimarães relatou que nos últimos trinta anos houve poucas mudanças em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Enfatizou também problemas como a alfabetização e o índice de repetência, além do baixo número de concluintes do Ensino Médio, considerando ainda que, no geral, saem com pouco conhecimento, o que agrava a situação. A secretária avaliou e reforçou que o Plano Nacional de Educação (PNE), como está, não é viável: “São vinte regras das quais dezenove dependeriam da vigésima.” E ressaltou por diversas vezes que deveria existir ênfase na formação de professores, para a qual até houve investimento triplicado, mas que nada resultou em termos de melhor aprendizado. Segundo ela, o desempenho, por exemplo, em Língua Portuguesa continua menor do que em 1997. 

 

A professora apontou a ineficácia do Ensino Médio nos moldes atuais e a necessidade de mudanças urgentes. Contudo, teceu algumas críticas ao analisar as inovações que vêm sendo gestadas há longo tempo e serão realizadas por meio da Medida Provisória 756/2016 (Lei 13.415/2017), idealizada pelo atual ministro da educação, José Mendonça Filho. Sobre a ampliação do Ensino Médio para tempo integral, por exemplo, Maria Helena argumentou que “a maioria dos alunos trabalha e que ainda nem mesmo se consegue manter o período integral em creches escolares.” O maior desafio, portanto, é a busca da qualidade e equidade na educação básica, concluiu. 

 

Para comprovar os sérios problemas destacados, a palestrante apresentou os seguintes dados: “Atualmente, há 1,7 milhão de jovens fora do Ensino Médio. Segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), dos estudantes que chegam a concluí-lo, 78% não sabem o básico de Língua Portuguesa e 90% não sabem o básico em Matemática.”

 

Para o Novo Ensino Médio, intenta-se substituir um modelo único por um modelo mais diversificado e flexível. “Até 2022, todos os currículos deverão apresentar no mínimo 1.800 horas de conteúdos firmados a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que ainda não saiu, e 1.200 horas flexíveis, com itinerários formativos específicos, conforme cada secretaria e cada escola”, informou a secretária do MEC, salientando que caberá às secretarias colocar em prática tais mudanças, criando projetos específicos com base em suas realidades. Atualmente, o estado de São Paulo já tem a carga horária total de 3 mil horas (mil horas por ano), mas isso não acontece em outros estados, que terão de se adaptar.

 

Segundo Maria Helena Guimarães, a BNCC do Ensino Médio será enviada ao Conselho Nacional de Educação em dezembro de 2017 para ser sancionada e a implementação da medida provisória começará em 2018. Como principais desafios para mudanças reais, apontou:

 

·    Formação de professores

·    Adequação dos currículos à BNCC

·    Implementação

·    Material Didático

·    Enem

·   Financiamento

 

Resumindo o documento da reforma do Ensino Médio, Maria Helena Guimarães apontou que os alunos terão de escolher, a partir do segundo ano, umas das áreas a seguir:

 

  Linguagens e suas tecnologias

  Matemática e suas tecnologias

  Ciências da natureza e suas tecnologias

  Ciências humanas e sociais aplicadas

  Formação técnica e profissional

 

 

 



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